iPedal non-stop
- iPedal - Silvio Ambrosini

- há 3 dias
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Tem uma coisa curiosa acontecendo por aí: gente feliz demais depois do pedal. Não é café, não é feriado, não é férias. É bateria extensora. As eBikes com range extender estão virando uma espécie de poção mágica moderna — você sai pra pedalar achando que vai dar “só uma volta” e volta horas depois, com a perna cansada, a cabeça leve e uma coleção nova de histórias absolutamente exageradas pra contar no fim do dia.
Os donos de eBikes Amflow, então… é outro nível.

A turma está pedalando muito mais tempo do que antes. Mas muito mais mesmo. E isso muda tudo. Muda o humor, muda o sono, muda a conversa no boteco depois do pedal. Tem gente que nunca tinha passado de duas horas e agora emenda quatro, cinco, seis. Volta pra casa com aquela cara de “tô morto, mas feliz”. Claro que as histórias crescem junto: subidas que ficaram mais íngremes, trilhas que ficaram mais longas, e peixes… ah, os peixes. Porque todo pedal bom vira pescaria. E todo peixe imaginado é sempre maior do que o pescado. E o peixe contado, então… esse vira um monstro lendário.

Já o pessoal das Oggi resolveu brincar em outro campo: velocidade. Com bateria extensora, a sensação é de energia infinita. O cara pedala, pedala, pedala… e olha pro display: a barrinha quase não se mexe. Tem gente jurando que aquilo é milagre. Outros dizem que é bug. A verdade é que, com mais energia disponível, o pessoal acaba usando mais potência mesmo. A iPedal até vive avisando: “calma, gente… tá tudo no manual… força demais cobra seu preço”. Mas quem é que quer ouvir isso quando o pedal tá bom? A galera quer mesmo é pedalar até rachar.

Tem até um amigo nosso que parece estar numa missão pessoal: instalar a maior bateria possível numa eBike. A gente desconfia que o objetivo final é o Guinness Book. “Maior autonomia já vista em uma bike elétrica”. Não sabemos se vai entrar pro livro, mas que está rendendo risadas, testes e conversas infinitas, isso está. O clima é esse: empolgação, curiosidade, vontade de ir além.

Claro, tem o lado sério da história. Esses equipamentos são caros. E sim, a primeira coisa que acontece quando você instala uma bateria extensora numa eBike de marca é perder a garantia original. Isso não é segredo, nunca foi. E, curiosamente, parece que muita gente simplesmente não liga. Porque já conhece a iPedal. Sabe que ali não tem chute, não tem improviso irresponsável. Tem teste. Muito teste. Até cansar. Até não poder mais.

Os irmãos Cesar e Denis são figuras centrais nisso tudo. Gente escolada no MTB, que faz tudo primeiro pra si mesmos. Se funcionar na bike deles, aí sim começa a aparecer para os outros. Foi assim com o primeiro kit, a primeira bateria, as sob medida, as removíveis… e agora com os range extenders. Nada nasce em laboratório estéril — nasce na trilha, no barro, na subida errada, no erro real.

E no meio disso tudo ainda tem o tal do suporte de swap, que já salvou muita eBike de marca que “não tinha conserto”. Motor morreu? Em tese, fim da linha. Na prática, entra um Bafang bem instalado e a bike ganha uma segunda vida. Imagina a maravilha.
No fim das contas, a iPedal é isso: inovação sem frescura, feita por gente completamente alucinada pelo que faz. E quem entra nessa história entra sabendo que vai pedalar mais, rir mais, exagerar nas histórias… e, muito provavelmente, terminar o dia bem melhor do que começou.







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